por CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Gordes, Luberon/FRANÇA*
No município de Gordes, na Provence-Alpes-Côte d´Azur, situado no Sudeste da França, estão dois dos cartões-postais na região de Luberon – liberrôn, na pronúncia francesa: o panorama da própria cidade, parada “obrigatória” para fotos, e a Abbaye Notre-Dame de Sénanque – Abadia de Nossa Senhora de Senanque, em português.
A Abadia de Senanque é uma edificação do início do século 12 (1148), e foi fundada por monges cistercienses.
O “sobrenome” desses religiosos deriva de uma ordem católica fundada em 1098 na França – a Cister.




NORMAS, CONDUTAS
Os cistercienses adotaram um livro que nasceu para ser o (grifo meu) manual de condutas dos monges na vida monástica.
O livro recebeu um nome bastante sugestivo: Regras. Foi publicado por volta de 530, portanto no início do século 6. O autor é o monge católico italiano Bento da Núrsia (480-547), depois canonizado com o nome de São Bento.


Acima, à esq., São Bento retratado na pintura Saint Benoît rédigeant la règle, de 1926, autoria do pintor austríaco Hermann Nigg (1849-1928); e à dir., página do livro Regras, escrito em italiano (imagens/reprodução Wikipédia)
No tour guiado que fiz com uma das monitoras da abadia, em francês – com tradução da minha cicerone, a responsável pela Promoção do Destination Luberon, Bianca Ogel –, algumas das respostas tinham um modus operandi.
A monitora, uma jovem muito gentil e educada, tirava do bolso de sua blusa a edição francesa de Regras (Règres, em francês), buscava a página e lia para mim a resposta certeira direto da fonte.



MONGES VIVEM
A visita guiada – para quem domina o francês ou compreende bem o idioma – ou com o apoio de um Histo Pad, também oferecido em português, é a melhor forma de conhecer a abadia e como é a vida dos monges. Ambas são pagas.
Sim, você leu certo. O verbo está no presente! A abadia, portanto, ainda “vive”. Motivo: cinco monges, possivelmente octogenários, vivem lá sob as regras do manual homônimo.



Em respeito à vida desses monges e às regras, recomenda-se falar baixo e usar roupas discretas.
Passei cerca de 1h30 na abadia. Adorei e super recomendo a visita. Luberon é isso também: muita história.
A visita termina numa grande loja. Além dos suvenires, há dezenas de produtos para comer e beber com o terroir de Luberon e de outras regiões francesas. Que gostooooooso! Quel délice!



*O QUE GOSTOSO! viajou em Luberon com apoio do Destination Luberon, representado no Brasil pela CC Hotels, e seguro de viagem Intermac
SERVIÇO:
Abbaye Notre-Dame de Sénanque
www.senanque.fr
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