por CLAUDIO SCHAPOCHNIK, Buin_Região Metropolitana de Santiago/CHILE*
A Viña Santa Rita, fundada em 1880, foi a primeira das sete vinícolas que visitei na recente viagem ao Chile. Distante pouco mais de 30 quilômetros ao Sul desde a capital do país, Santiago, o trajeto a partir do aeroporto internacional deveria durar, sei lá, 40 minutos… Que nada. Santiago tem um trânsito bastante carregado como o de São Paulo, e a duração passou de 1h30.



Mas, quando o micro-ônibus da presstrip da qual fazia parte, guiado pelo competente motorista Jaime, chegou, que gostooooooso!, a demora compensou. A Santa Rita é uma beleza: produz ótimos vinhos e oferece ainda um jardim gigante e um hotel que te transporta para o final do século 19 com o conforto de hoje.
Depois de um voo tranquilo de poucas horas entre Guarulhos (SP) e Santiago, foi ótimo respirar ar puro, curtir o final de tarde e pernoitar na propriedade da Santa Rita – mais precisamente no Hotel Casa Real.



Situado no Valle de Maipo, a vinícola foi fundada em 1880 pelo empresário chileno Domingo Fernández Concha (1838-1910). Ele contratou enólogos da França, que trouxeram várias cepas daquele país.
Noventa anos após a fundação, o Grupo Claro, do Chile, e a Owens Illinois, empresa estadunidense fabricante de garrafas de vidro, compraram parte da Santa Rita. Em 1988, o Grupo Claro tornou-se 100% proprietário da vinícola – e assim segue correntemente.
Acompanhado por um guia da vinícola, a primeira parada na Viña Santa Rita foi na Bodega 120 Patriotas. É uma adega subterrânea situada embaixo da loja da marca, com centenas ou milhares de garrafas. Algumas estão lá desde o final da década de 1980. E recebe este nome por albergar um fato da história do Chile, em 1814.



Doña Paula Jaraquemada, a dona da então casa – onde fica a bodega –, recebeu 120 patriotas que lutavam pela independência do Chile (conquistada em 1818). Esses homens, que foram derrotados pelos espanhóis numa batalha, receberam ajuda de Doña Paula. Lá ela forneceu comida, água e remédios aos combatentes.
A segunda parada foi no imenso jardim de 40 hectares da Santa Rita. Cada hectare equivale a 10 mil m².
O local foi desenhado pelo paisagista francês Guillermo Renner (1843-1924) a pedido do fundador da Santa Rita, Domingo Fernández Concha.



Motivo: tornar mais bela e bucólica a área da residência de verão construída por Concha. Essa mansão, depois tornada Patrimônio Nacional, viria a ser o Hotel Casa Real.
O jardim é bem conservado e reúne espécies chilenas e de outros países, como por exemplo araucárias da Nova Zelândia e palmeiras das Canárias.
O lugar, de rara beleza, reúne ainda esculturas aqui e acolá. Andar nesse ambiente foi maravilhoso. Que gostooooooso!
O passeio pelo jardim terminou com uma breve visita à igreja de Santa Rita. O templo católico foi concluído em 1885, logo após o término da villa da família Concha.


O grupo da presstrip se acomodou nos quartos super confortáveis e amplos do Hotel Casa Real, ao lado da igreja. Eu fiquei no quarto 202 Merlot.
A Casa Real começou de fato a operar como hotel apenas em 2015. Antes a mansão de verão de don Concha, construída no final do século 19, era usada para receber amigos e compradores de vinho da família de Ricardo Claro, líder do grupo de mesmo sobrenome. O meio de hospedagem oferece 16 habitações, sendo cinco suítes e 11 apartamentos.



Já era noite quando começou a degustação de quatro rótulos da vinícola – o branco Floresta Field Blend (uvas Semillón, Sauvignon Vert, Moscatel, Torontel e Corinto) e os tintos Pewën de Apalta (100% Carménère) e Carmen Delanz Alto Jahuel e Triple C (blends). O agradável evento foi liderado pelo sommelier do hotel, Diego, num lugar espetacular: o Salón Rojo (Salão Vermelho, em espanhol), com quadros da família Concha.
Adorei o Floresta. Refrescante, fácil de beber. Show. Que gostooooooso!




Logo após, o grupo passou ao Gran Comedor, sala com uma grande mesa para as refeições com paredes e teto cheios de obras de arte. Aliás, todo o hotel é recheado de arte, uma beleza.





Lá um menu de entrada, principal e sobremesa, com opções de escolha, foi servido com os vinhos tomados na degustação.
Minhas escolham foram Salada de Mozzarella, Merluza Austral com Vegetais Grelhados e Redução de Chardonnay e Flan de Sauvignon Blanc. Tudo muito bom, com destaque para o peixe. Que gostooooooooso!
Entre os legumes havia brócolis, da espécie conhecida por Ninja. Não gosto. Os chilenos precisam conhecer o brócolis Ramoso ou Caipira…






Depois da excelente degustação seguida de jantar, fui dormir na excelente cama do ótimo quarto Merlot.
Que dia, que noite. Memoráveis! Que gostooooooso!

Para saber mais informações, incluindo valores, sobre passeios, atividades e degustações da Viña Santa Rita e diárias do Hotel Casa Real, clique aqui. Super recomendo a visita e hospedagem, pelo menos de uma noite com pensão completa, no hotel. Experiências únicas.
*O QUE GOSTOSO! viajou a convite de Wines of Chile e Valle Nevado Ski Resort, com seguro de viagem da Intermac Assistance
















