por CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Doha/QATAR*
“O Museu Nacional do Qatar (NMoQ) busca preservar e celebrar a herança e a história natural do Qatar, envolver-se com seu presente e inspirar as ambições do país para o futuro.”
O parágrafo acima, que trouxe do site oficial do Museu Nacional do Qatar, é a missão proposta do equipamento inaugurado em março de 2019, na capital qatari, Doha.



Após conhecer a exposição permanente, no final de setembro de 2023, que mostra toda a trajetória do que é desde 1971 o Estado do Qatar – ano da independência junto ao Reino Unido –, desde os tempos pré-históricos até o presente, tenho certeza que a missão do museu é conduzida com louvor elevado à décima potência.
Por quê? Porque é um equipamento grandioso, tem um projeto arquitetônico arrojado, possui acervo diverso e riquíssimo, traz uma proposta museológica de altíssima qualidade e, em relação ao visitante, este sai com uma experiência fantástica e inesquecível.
Mesmo com pouco tempo no país, sugiro que o turista visite, sim, esse museu.


O Qatar, muitas vezes, é lembrado pelos altos edifícios com projetos arquitetônicos futuristas e shoppings com lojas de grife. Minha dica ao turista brasileiro é deixá-los de lado ou num segundo plano. Se der tempo, ok.
Trocar um tour de compras de, digamos duas horas, por um igual período na exposição permanente do museu sobre a saga natural, histórica, etnográfica e cultural do autêntico povo do Qatar é altamente válido.
Assim como tomar um banho naquela cachoeira com a queda bem forte, o benefício é gostoso, prazeroso e com a vantagem de agregar um precioso conhecimento.


Outro fator interessante, dentro do museu, é o ar condicionado: perfeito. O corpo agradece, pois o calor é bastante forte no Qatar.
Ah! No país vale ainda sempre andar com uma garrafa de água na mochila, usar boné e óculos escuros e passar protetor solar.


FLOR DO DESERTO
O projeto do museu leva a assinatura do arquiteto francês Jean Nouvel, vencedor em 2008 do Prêmio Pritzker – o “Oscar” da Arquitetura.
Nouvel baseou-se no mineral chamado flor ou rosa do deserto para o projeto do edifício museológico.


Ele foi bastante feliz com sua ideia, pois a sobreposição das imensas lajes redondas e a cor de um tom de ocre lembra mesmo uma flor do deserto.
Esse mineral é uma formação cristalina de gipsita ou barita, combinada com grãos de areia.


(foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

(foto Claudio Schapochnik/Que Gostoso!)

UM QUILÔMETRO E MEIO DE ROTEIRO
A mostra permanente do Museu Nacional do Qatar possui, segundo a própria instituição, “uma sequência temática e cronológica de galerias, que leva o visitante a uma jornada de 1,5 quilômetro por experiências imersivas e multissensoriais que proporcionam múltiplas perspectivas”.
As placas explicativas estão em árabe, o idioma oficial do país, e inglês.
Adorei demais minha visita, e fiquei impressionado com a variedade e riqueza do acervo.



Não consegui eleger uma ala como a mais interessante. Tudo me chamou a atenção.
Os objetos originais e as réplicas estão exibidos de uma maneira elegante. As fotografias, geralmente, são enormes, e há salas com filmes.
Enfim, quando algo nos agrada, o tempo passa rápido, muito rápido. Foi assim também na minha visita.

Super recomendo conhecer o Museu Nacional do Qatar. Como escrevi no título desse texto, é, sim, de fato, o diamante do país.
*O QUE GOSTOSO! viajou a convite da Flot Viagens, voando Qatar Airways com seguro de viagem Ifaseg
SERVIÇO:
Museu Nacional do Qatar
www.nmoq.org.qa









