CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Lugano/SUÍÇA*
Lugano garantiu uma surpreendente estada no meu roteiro pela Suíça, em agosto de 2023, com minha esposa, Mirella. Debruçada à beira da baía do lindo e grande lago de mesmo nome, a cidade me chamou a atenção pela natureza bem conservada local e do entorno, com parques floridos e montanhas verdinhas. Em relação ao idioma, à gastronomia e à arquitetura, parece que estava na Itália – desculpe Suíça, os suíços e as suíças do lugar, mas é a pura verdade.


De fato e de direito, a Itália é logo ali.
A Suíça e o Cantão de Ticino, onde localiza-se Lugano – o município com os 21 distritos em quase 76 km² de área – cercam o enclave italiano de Campione d´Italia. O território é banhado pelo Lago Lugano e fica em frente ao Monte San Salvatore.
A outra fronteira suíço-italiana está perto, muito perto.
Nas imagens (da internet) abaixo, a bandeira do Cantão de Ticino (à esq.) e da cidade de Lugano.



De volta à Suíça, graças ao lago e às trilhas, Lugano é, ainda, uma excelente cidade para a prática esportiva.
Os primeiros textos que abordam Lugano são do final do século 10. Desde 1513 pode-se afirmar que a cidade tornou-se suíça ao se filiar à Antiga Confederação Suíça.


Cheguei proveniente de Flüelen a bordo do fantástico trem panorâmico Gotthard Panorama Express.
A Estação Ferroviária de Lugano fica na parte alta da cidade. Para acessar a parte baixa, onde estão concentrados grande parte do núcleo urbano, o centro e o lago – e o hotel que reservei, o Pestalozzi – dá para ir de táxi, ônibus, a pé e de funicular.



Fui de funicular – trajeto leva apenas 90 segundos. O bilhete, no valor de 1,30 francos suíços, comprei na bilheteria, que funciona das 7h às 19h. O meio de transporte funciona diariamente, das 5h à meia-noite.
O funicular me deixou no Centro da cidade. Por lá, os prédios, as ruas, as placas, a cultura e a atmosfera são italianas. Incrível como a “chave virou” no mesmo país, da área alemã de Zurique e Lucerna. Tudo muda.


Depois de fazer o check-in no hotel, passei dias incríveis me Lugano – excelente destino com 62 mil habitantes (2020) para curtir de forma outdoor. Ainda mais pelo calor e céu azul durante o dia.
O Centro é para curtir sem mapa, portanto, de forma totalmente aleatória, e sem pressa. Assim que caminhei por lá. Adorei a região, com comércio pujante e calçadões.


Também andei pela via à beira do lago, que muda de nome algumas vezes. No trajeto, há bancos para se sentar; o píer do barco que une a cidade com vilarejos pontilhados nas montanhas à margem do lago; e o lindo Parco Ciani – por sorte, fica pertinho do hotel onde me hospedei.

O Parco Ciani, com área de 63 mil m², ouso dizer, é o mais icônico da cidade e preferido por habitantes e turistas. Não é a toa: reúne gramados, árvores frondosas e canteiros de flores de várias cores e está à beira do lago.




Caminhei no Ciani com minha esposa e, juntos, suspiramos com a beleza local e das montanhas do outro lado do lago, e tiramos muitas fotos. Que gostooooooso!
O Parco Ciani abriga ainda vários prédios, como a Villa Ciani, o Centro de Convenções, o Museu de História Natural e a biblioteca.
Pertinho do Ciani fica a estação do funicular para a subida ao Monte Brè, com 933 metros de altitude.
No distrito vizinho de Paradiso, no extremo oposto de onde fica o Monte Brè, há outra montanha acessada por funicular. É a San Salvatore, com 912 metros de altitude.
Visitei ambos os montes, que garantem vistas deslumbrantes da cidade, do lago e das montanhas.

Sobre a gastronomia, a culinária italiana foi a que mais observei. Que gostooooooso!
Comi ótimos pratos dessa origem em dois restaurantes – o Ristorante dei Commercianti, no Centro, e o do hotel onde me hospedei, o Pestalozzi. Que gostooooooso!


Em relação ao tratamento dado ao turista estrangeiro, a política em Lugano, no que toca ao transporte, foi a mesma que tive em Lucerna.
No check-in no hotel, a recepcionista imprimiu um cartão que dava gratuidade, em uma determinada área de abrangência, nos ônibus e barcos. Adorei.


Na redondeza de Lugano, outro passeio que fiz e que valeu demais foi visitar Bellinzona, distante menos de 20 minutos de trem. Motivo: conhecer os centenários castelos.
Lugano me conquistou 100%. Eita lugar super bacana e tranquilo. Hiper recomendo.
SERVIÇO:
Turismo da Suíça
Turismo da Região de Lugano
Ferrovia Suíça
*O QUE GOSTOSO! viajou com apoio do Swizterland Tourism e da SBB/CFF/FFS (Ferrovia Suíça)









