CLAUDIO SCHAPOCHNIK_Zurique/SUÍÇA*
Zurique (Zürich, no original no bem difícil alemão-suíço) foi o meu portão de entrada na surpreendente Suíça. Capital do Cantão – equivalente ao nosso Estado, na divisão administrativa do país – de mesmo nome, é ainda a maior cidade da nação europeia com cerca de 400 mil habitantes.
Cheguei com minha esposa, Mirella, a bordo de um avião da companhia aérea Swiss, que pertence a Lufthansa Group, da Alemanha. O voo, desde São Paulo (Aeroporto de Guarulhos), foi muito bom e tranquilo.
Para quem quer vir do Brasil para a Suíça, em voo direto, essa é a única opção.



Do Aeroporto Internacional de Zurique, localizado nos arredores do município, peguei um bonde até a Estação Ferroviária Central da cidade (Zürich Hauptbahnhof ou apenas Zürich HB, de 1871). A viagem durou por volta de 30 minutos – de trem, levaria apenas nove minutos. Depois de mais de dez horas dentro do avião, queria ver outros cenários.




Da Zürich HB, fui a pé para o hotel, que fica em Niederdorf. No máximo, acredito, um quilômetro de distância. O bairro revelou-se uma pérola, em termos de logística, abastecimento e alimentação e fica perto de atrações turísticas. Super recomendo o distrito.
Situado à margem do rio Limmat, que vai desaguar no grande e lindo Lago Zurique (Zürichsee), o bairro reúne diversos hotéis, desde aqueles do tipo “cama e café” até outros, digamos, convencionais; muitos restaurantes suíços e de outras cozinhas do mundo; bares; cafés; baladas; lojas de lembranças; e mercadinhos.
Internamente, as duas ruas mais in do bairro são a Niederdorfstrasse e a Zähringerstrasse.
Os três hotéis, sendo dois com café da manhã inclusos na diária, onde fiquei nas duas etapas de minha viagem a Zurique estavam localizados em Niederdorf.



Além perto da Zürich HB, o bairro fica próximo de um grande e excelente supermercado da rede suíça Coop. Fui muitas vezes lá comprar itens de café da manhã e lanche. Praticidade total e bons preços. Dá para economizar muito.
Quando queria comer comida, digamos, de verdade e quente, buscava – e achava – restaurantes, sobretudo orientais, e lanchonetes de döner kebab com contas de até 20, 24 francos suíços por pessoa – incluindo serviço e bebida não alcoólica. Tudo pertinho dos hotéis de Niederdorf.




Outro fator que ajudou, em termos de logística e financeiro, é que Niederdorf fica perto de várias ruas comerciais, igrejas, museus e atrações.
Caminhando pelo Limmatquai, que beira o rio Limmat, dá para ir à Prefeitura (Rathaus) e a Grossmünster (igreja protestante, de estilo românico e com torres erguidas no século 15) e chegar ao Lago Zurique. De águas verde-escuras, é um belo lugar para descansar na margem e admirar a paisagem. Tem 28 quilômetros de comprimento por quatro quilômetros de largura. Próximo fica o imponente prédio da Ópera.



Do outro lado do rio Limmat e na mesma altura de Niederdorf, fica o bairro de Lindenhof. Lá estão a rua super comercial Bahnhofstrasse, mais restaurantes e cafés e as igrejas de St. Peter e Fraumünster – ambas igrejas da linha protestante reformada e, respectivamente, do século 18 e 16.



Fiz boas caminhadas nesses dois bairros. Portanto, sem gastar com ônibus ou bondes. E quando o cansaço falou mais alto, sentei nos bancos públicos e tomei água – de qualidade e grátis. Como?




Uma característica maravilhosa de Zurique, e de praticamente toda cidade do país, é que as fontes de água são públicas e de acesso gratuito. Se não for potável, relaxe: alguma placa vai dizer. E, como é Suíça, estará em pelo menos cinco idiomas: os quatro oficiais (alemão, francês, italiano e romanche) e em inglês.
[Ah! Vale lembrar que Zurique fica na região de idioma alemão na Suíça. Ainda que todos os locais por lá falem os quatro idiomas oficiais, a língua alemã-suíça é a mais utilizada.]
Minha mochila sempre tinha uma ou duas garrafas plásticas cheias de água. Bebia direto, pois fazia muito calor. Se acabava a água, bastava ir numa fonte e pronto. Problema e sede resolvidas. Custo zero. Que gostooooooso!

Ah, um lugar bacana para ter uma bela vista da cidade é o Polyterrasse – o terraço entre o Instituto Federal Suíço de Tecnologia e a Universidade de Zurique. Vale a pena. É gratuito.
O melhor meio de ir ao terraço é pelo Polybahn, um funicular aberto em 1889 que transporta 2 milhões de pessoas por ano. Custa 4,40 francos suíços para ida e volta. Funciona o ano inteiro e fecha aos domingos. Dá para ir a pé também, mas é preciso ter disposição e (muito) fôlego.


Minha Zurique outdoor, na companhia de minha esposa, foi assim. Foi muito legal. Gostei, sim. Tempo bom, sol, calor. Gastos bem controlados. Sensação de segurança plena. Só na Zürich HB é preciso ficar mais ligado, mas sem estresse, com as bolsas e carteiras – ainda que o lugar seja muito policiado.

Na segunda estada na cidade, no final de agosto de 2023, não tive sorte com o tempo: dos três dias, dois choveram o dia inteiro e um fui passar o dia em Basileia, a cerca de 1h de trem, onde fez sol.
Para mais informações sobre a cidade, recomendo a pesquisa nos sites abaixo.
SERVIÇO:
Turismo da Suíça
Turismo de Zurique
Ferrovia Suíça
*O QUE GOSTOSO! viajou com apoio do Swizterland Tourism e da SBB/CFF/FFS (Ferrovia Suíça)









