por CLAUDIO SCHAPOCHNIK
Por causa da pandemia de covid-19, os preços de um modo geral, sobretudo dos alimentos, aumentaram bastante. Na Alemanha, que em termos de Europa jamais foi um país caro para se comer e beber, não foi diferente. Mas na capital alemã, Berlim, os valores permanecem moderados. E isso é ótimo para os turistas – incluindo aí, nós brasileiros –, pois a cidade vale demais ser visitada.
Quem afirma que os preços na área da alimentação não estão exagerados por lá é o gerente de Relações com a Mídia e o Trade para América Latina e outros países europeus do Visit Berlin – órgão oficial de turismo da capital alemã –, Carlo Carbone.
Carbone está no Brasil. Hoje (18), durante brunch no Futuro Refeitório, em São Paulo, ele apresentou algumas novidades de Berlim para jornalistas.


“Comer em Berlim custa menos que um jantar em São Paulo”, alfinetou o gerente do Visit Berlin, ao responder à pergunta do QUE GOSTOSO! sobre os custos da alimentação na capital da Alemanha. Ele não está errado.
Carbone fez a comparação usando o critério de um restaurante “normal”, ou seja, que serve comida boa e honesta e sem chef famoso ou estrelado, por exemplo.

O gerente do órgão berlinense afirmou ainda que em Berlim, também usando o termo de restaurante “normal”, os valores estão menores do que outras cidades alemãs.
“Jantar num restaurante em Berlim, em média, sai por € 20 por pessoa, incluindo uma cerveja”, assegurou Carbone – cerca de R$ 110 pelo câmbio atual.
O dönner kebap (também conhecido por kebab), delicioso sanduíche turco que virou uma das mais famosas comidas de rua berlinenses, ideal para um lanche de sustança, custa “entre € 4,50 a € 5,50”, disse ele – de R$ 24,75 a R$ 30,25, na cotação atual.
O dönner kebap leva, no pão, carne assada – pode ser de boi, frango, cordeiro e peru, mas comumente as duas primeiras proteínas –, vegetais (tomate, alface, cenoura, repolho, pepino etc) e molhos. É bom demais.


RESTAURANTES MICHELIN E SUSTENTÁVEIS
Se, por um lado, Berlim oferece comida e bebida a preços módicos, por outro, a cidade também oferece refeições que custam mais por uma série de fatores interessantes. Um deles é o nível de qualidade dos chefs aliado a premiações e selos internacionais, como o francês Guia Michelin.
“A cena gastronômica mudou muito em Berlim nos últimos 15 anos, e você pode comer também em restaurantes requintados, premiados e, interessante, com uma grande preocupação com a sustentabilidade”, garantiu Carbone.
“Hoje a cidade tem 23 casas com 30 estrelas Michelin e oito estabelecimentos com estrelas verdes Michelin, a categoria de restaurantes que seguem diversas regras sustentáveis”, comentou o gerente.

NOVIDADES NA CULTURA E APPs
Um dos mais espetaculares museus berlinenses, que aborda as antigas civilizações, o Pergamon, vai fechar este ano.
“O Pergamon vai ficar fechado por um período de cinco a dez anos para a construção da quarta ala e uma ampla restauração”, disse Carbone. “Por estar numa ilha, ser um edifício tombado e ter outras singularidades, o trabalho exige bastante tempo.”
A cidade, que reúne diversos museus, vai ganhar mais um. “Será o Museu do Século 20 e deve ser inaugurado em 2026 ou 2027”, revelou o gerente do Visit Berlin. Sem dúvida, um equipamento cultural que promete, pois aborda um período onde Berlim tem uma enorme projeção.

Carbone sugeriu ainda baixar o aplicativo About Berlin. “É bastante útil, um misto de guia e muito conteúdo de história”, disse ele. “Berlim tem 12 distritos e muita coisa para visitar em todos, então sugiro outro aplicativo: o Going Local Berlin”, finalizou o gerente. Ambos apps são grátis e estão no Google Play e na App Store.
Para mais informações sobre a cidade, clique aqui.









