por CLAUDIO SCHAPOCHNIK*
Uma das ilhas do Caribe de colonização neerlandesa e alcançada desde o Brasil por voos com conexão em Bogotá (Colômbia) ou Cidade do Panamá (Panamá), Aruba realizou na semana passada (dia 15) o primeiro evento presencial para a imprensa desde o início da pandemia do novo coronavírus — portanto depois de mais de um ano e meio.
A representação brasileira do Aruba Tourism Authority (ATA), com Carlos Barbosa e Monize Lebante à frente, recebeu jornalistas no apartamento da chef Cecília Padilha, ex-participante do programa Master Chef e localizado na Zona Sul de São Paulo. Ela preparou um delicioso cardápio à la Aruba após visitar a ilha em setembro passado. Sim, o destino está aberto ao turismo seguindo rígidos protocolos. A gastronomia variada é uma das “cartas na manga” para atrair os brasileiros.



“Desde julho passado, quando Aruba abriu para os brasileiros, até outubro cerca de 3 mil visitaram a ilha”, disse Barbosa. “Nossa expectativa é que até 31 de dezembro de 2021 mais 2 mil brasileiros viajem até lá, fazendo um total de 5 mil turistas do Brasil”, celebrou ele. “Para 2022 nossa estimativa é muito positiva.”
De um modo geral, o turismo de Aruba —responsável por 90% do PIB local — se recupera bem quando comparado ao período pré-pandemia. “Em 2021, estamos com 80% do movimento de 2019”, afirmou Barbosa.
Para os turistas que vêm do Brasil, Barbosa contou que a comunicação não é difícil. Ainda que o neerlandês e o papiamento (mistura de idiomas, inclusive do português) sejam os mais falados pela população local, inglês e espanhol também são amplamente falados e compreendidos pelos locais. Além da moeda local, o florin, o dólar dos Estados Unidos é aceito em toda a ilha.


CULINÁRIA LOCAL É VARIADA
A comida em Aruba é um reflexo da população originária de mais 90 países, e a maioria dos alimentos é importada. A água é local — 100% dessalinizada.
A chef Cecília destacou justamente essa riqueza de ingredientes e sabores nos pratos que provou por lá. “No café da manhã no hotel, achei diferente o suco de tamarindo e frituras como croquetes e bolinhos de queijo”, salientou ela.
“Percebi ainda que a comida de Aruba tem muito influência dos Países Baixos, claro, que colonizou a ilha, e de outras ex-colônias neerlandesas, assim como do próprio Caribe e da África”, contou a simpática e talentosa chef.
Nas bagagens, Cecília trouxe vários produtos arubanos, como temperos secos em pó, como o típico pikalili, cerveja de manga, mamão desidratado e pimenta com papaya. Esses ingredientes ela usou no jantar servido no seu apartamento.


Cecília destacou entre os mais de 250 restaurantes da ilha, que 112 quilômetros quadrados de território, o estabelecimento chamado Papiamento. “Foi um jantar inesquecível que tive por lá: comida excelente, sentada numa mesa com o pé na areia e vendo as cores da água e depois do pôr-do-sol”, recordou ela.
“Muitos restaurantes e bares de Aruba, sobretudo os localizados no litoral voltado para a Venezuela, distante apenas 25 quilômetros ao Sul, têm mesas dentro da água porque o mar é calmo”, explicou Barbosa. “Vale lembrar que Aruba está fora da rota dos furacões no Caribe”, enfatizou ele.



Na recepção aos jornalistas, o cardápio de Cecília teve algumas entradas como ceviche, onde o leche de tigre ganhou a companhia do leite de coco e uma pimenta ardida, e um cream cheese coberto com pimentões amarelos e vermelhos refogados. Para ambos: que gostooooooso!
O prato principal foi o keshi yena que, na tradução do papiamento para o português, significa queijo recheado. Trata-se de uma opção, inclusive desta época natalina, feita de carnes bovina e de frango com temperos locais. Depois de cozidas na panela, as duas proteínas são misturadas numa travessa e cobertas com fatias do queijo gouda, típico dos Países Baixos. A travessa é levada ao forno para gratinar. Que gostooooooso! Prato bem temperado.


Segue abaixo o vídeo da chef Cecília para quem quiser fazer o keshi yena em casa:
A sobremesa foi dupla: bolo preto, também uma receita de Aruba — massa com vários tipos de fruta, açúcar e especiarias — servida com uma fatia de mamão seco (muito bom), e bolachas típicas da ex-metrópole, como o stroopwafle.


Evento muito bacana, que gostooooooso! Agora só falta conhecer todas essas belezas e gostosuras de Aruba pessoalmente.
*A reportagem do QUE GOSTOSO! foi convidado pela representação brasileira do Aruba Tourism Authority (ATA)









